Fatores Associados à Persistência dos Sintomas de Armazenamento após Tratamento Endoscópico da Hiperplasia Prostática Benigna: Revisão Sistemática e Meta-Análise
Candidato(a): Lukas Costa de Salles Orientador(a): Carlos Arturo Levi Dancona
Apresentação de Defesa
Curso: Ciência Aplicada à Qualificação Médica
Local: Sala de Telemedicina do HC Unicamp
Data: 30/09/2026 - 08:30
Banca avaliadora
Titulares
Carlos Arturo Levi Dancona
Veridiana Costa Andrioli
Cássio Luís Zanettini Riccetto
Suplentes
Elcio Shiyoiti Hirano
José Tadeu Nunes Tamanini
Resumo
Introdução: A persistência de sintomas de armazenamento após o tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna representa um desafio clínico frequente, com mecanismos ainda não completamente esclarecidos.
Objetivo: Estimar a prevalência de persistência de sintomas de armazenamento após tratamento cirúrgico endoscópico da hiperplasia prostática benigna e identificar fatores associados a esse desfecho.
Métodos: Foi realizada revisão sistemática com metanálise conforme as diretrizes PRISMA. As bases PubMed, Embase, Scopus, Web of Science e Cochrane Library foram pesquisadas. Foram incluídos estudos observacionais que avaliaram a persistência de sintomas de armazenamento após cirurgia endoscópica. O risco de viés foi avaliado pela ferramenta QUIPS e a qualidade da evidência pelo sistema GRADE. As análises foram conduzidas por modelo de efeitos aleatórios.
Resultados: Oito estudos foram incluídos na análise quantitativa. A prevalência combinada de persistência de sintomas de armazenamento variou de 6,1 a 48,9%. A presença de hiperatividade detrusora, especialmente em sua forma terminal, esteve consistentemente associada à persistência dos sintomas. Menores valores de índice de obstrução infravesical e resíduo pós-miccional também se associaram a maior probabilidade de persistência. Variáveis clínicas e demográficas apresentaram associação inconsistente.
Conclusão: A persistência de sintomas de armazenamento após tratamento cirúrgico endoscópico da hiperplasia prostática benigna é frequente e está mais relacionada à disfunção vesical subjacente do que ao grau de obstrução isoladamente. Esses achados reforçam a importância da avaliação funcional pré-operatória. Foi possível elaborar um modelo de atendimentos clínicos, entretanto, devido à heterogeneidade dos estudos e à natureza observacional dos dados, os resultados devem ser interpretados com cautela, sendo necessários estudos prospectivos para validação e proposição de modelo preditivo.