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Qualificações e defesas - Detalhes


MANEJO CIRÚRGICO DO IMPLANTE COCLEAR EM PACIENTES COM OTITE MÉDIA CRÔNICA: COMPARAÇÃO ENTRE PETROSECTOMIA SUBTOTAL E TIMPANOMASTOIDECTOMIA CANAL WALL DOWN - REVISÃO SISTEMÁTICA E META ANÁLISE


Candidato(a): Luana Vieira Monteiro
Orientador(a): Arthur Menino Castilho

Apresentação de Defesa

Curso: Ciências da Cirurgia
Local: IOU
Data: 02/09/2026 - 14:00
Banca avaliadora
Titulares
Arthur Menino Castilho
Vagner Antonio Rodrigues da Silva
Eduardo Tanaka Massuda
Suplentes
Eulalia Sakano
Miguel Angelo Hyppolito

Resumo



Introdução: O implante coclear é uma opção efetiva para a reabilitação auditiva de pacientes com perda severa a profunda bilateral. As indicações têm se expandido para indivíduos com otite média crônica (OMC) associada à perda auditiva. Neste contexto, o implante coclear representa uma alternativa importante; porém, a presença de doença crônica da orelha média apresenta desafios quanto à possibilidade de complicações pós operatórias infecciosas. Para reduzir esses riscos, diversas técnicas cirúrgicas são empregadas, entre elas a petrosectomia subtotal e a timpanomastoidectomia canal wall down. Apesar da experiência clínica, há incerteza sobre qual técnica cirúrgica seria ideal para essa população. Uma síntese das evidências disponíveis mostra-se necessária para guiar decisão cirúrgica e otimizar os resultados. Objetivo: Comparar taxas de complicações cirúrgicas entre a petrosectomia subtotal e a timpanomastoidectomia canal wall down em paciente com otite média crônica candidatos ao implante coclear e avaliar a influência de cirurgias otológicas prévias e estadiamento cirúrgico nos resultados. Metodologia: Esta revisão sistemática foi realizada de acordo com as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) contemplando artigos publicados entre 2015 e 2024 foi realizada nas bases de dados PubMed, Embase, Scopus e Web of Science. Estudos incluindo pacientes com otite média crônica que foram submetidos ao implante coclear com a técnica de petrosectomia subtotal ou timpanomastoidectomia canal wall down, com pelo menos 6 meses de seguimento, foram elegíveis. Utilizou-se o modelo de efeitos aleatórios (random-effects model) para estimar as taxas de combinadas de complicações (pooled complication) e para comparações, o odds ratio. A heterogeneidade estatística foi avaliada usando o índice de inconsistência (inconsistency index). Resultados: Foram incluídos quatorze estudos. A taxa de complicação combinada com a petrosectomia subtotal foi de 14%, com um intervalo de confiança de 95% de 0,09-0,22. Após a timpanomastoidectomia canal wall down, a taxa de complicação combinada foi de 22%, com intervalo de confiança de 95% de 0,09-0,44. A comparação direta demonstrou um ”odds ratio” de 0.29 e um intervalo de confiança entre 95% de 0.05-1.62, sem significância estatística e sem heterogeneidade detectada. Os subgrupos analizados apresentaram taxas de complicações semelhantes em pacientes com canal wall up ou canal wall down prévias ao implante coclear. Não houve significância estatística entre a implantação em 1 estágio ou 2 estágios para pacientes que realizaram a petrosectomia subtotal. Conclusâo: A petrosectomia subtotal demonstra uma tendência a favor de menos complicações quando comparada à timpanomastoidectomia canal wall down para o implante coclear em pacientes com otite média crônica, apesar da ausência de significância estatística. Não houve diferenças entre um ou dois estágios cirúrgicos. A evidência sugere um perfil favorável à petrosectomia subtotal, mas conclusões definitivas são restritas devido à pequena amostra e imprecisões dos dados na análise estatística.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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