FATORES PROGNÓSTICOS EM PARAGANGLIOMAS DE CABEÇA E PESCOÇO: REVISÃO SISTEMÁTICA
Candidato(a): Vanessa Carvalho de Oliveira Orientador(a): Carlos Takahiro Chone
Apresentação de Defesa
Curso: Ciências da Cirurgia
Local: Instituto de Otorrinolaringologia Cabeça e Pescoço (IOU)
Data: 24/09/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Carlos Takahiro Chone
Joel Lavinsky
Arthur Menino Castilho
Suplentes
Vagner Antonio Rodrigues da Silva
Ronaldo Nunes Toledo
Resumo
Introdução: os paragangliomas, também chamados de quimiodectomas ou glômus, são tumores derivados da crista neural com origem em paragânglios do sistema nervoso autônomo (simpáticos ou parassimpáticos). Em relação ao comportamento os tumores glômicos são em sua maioria tumores benignos, com malignidade estimada em 6% a 19% dos pacientes. Assim como a maioria dos tumores neuroendócrinos, a determinação de fatores preditivos do curso clínico dos paragangliomas de cabeça e pescoço não estão bem definidas. Objetivo: propomos uma revisão sistemática com o objetivo de estabelecer os fatores prognósticos que possam estar relacionados à recidiva e sobrevida. Métodos: utilizando as diretrizes PRISMA, foi conduzida uma revisão sistemática nas bases de dados PubMed, PubMed PMC, MEDLINE/OVID, Cochrane, Embase, Scopus, no período de 2010 a 2024 sem restrição de idioma de publicação. Foram elegíveis estudos com pelo menos 10 pacientes que descrevessem os seguintes fatores prognósticos: invasão perineural, metástase, invasão vascular, recorrência, progressão de doença e estadiamento, que estivessem relacionados a glômus jugular ou paraganglioma jugular. A análise de qualidade foi realizada pela escala de New-Castle Ottawa. Resultados: um total de 3218 artigos foram recuperados das bases de dados. Após exclusão de duplicidades (930 excluídos), triagem por títulos e resumos (2057 excluídos), avaliação de critérios de elegibilidade em texto integral (214 excluídos), foram selecionados 17 artigos, publicados entre 2010 e 2024. O tamanho da amostra dos estudos variou entre 19 e 867 pacientes, com uma população total de 4283 indivíduos. Conclusão: a maioria dos trabalhos desta revisão sistemática sugerem que idade avançada (> 50 anos), sexo masculino, tamanho tumoral > 5cm, concentrações plasmáticas mais altas de metoxitiramina, presença de metástases regionais ou à distância, classificação de Shamblin elevada ou mutações no gene SDHB podem estar relacionadas com pior prognóstico, apesar de alguns trabalhos sugerirem o contrário.