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Qualificações e defesas - Detalhes


PERSPECTIVAS DE PUÉRPERAS COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS


Candidato(a): Luiza Ortega Simões de Almeida
Orientador(a): Fernanda Garanhani De Castro Surita

Apresentação de Defesa

Curso: Tocoginecologia
Local: Anfiteatro Kazue Panetta - CAISM UNICAMP
Data: 25/08/2026 - 14:00
Banca avaliadora
Titulares
Fernanda Garanhani De Castro Surita
Odette del Risco Sánchez
Claudia Garcia Magalhães
Suplentes
Roxana Knobel
Adriana Gomes Luz

Resumo



Introdução: O período pós-parto representa uma fase de vulnerabilidade física, emocional e social para as mulheres, especialmente para aquelas que convivem com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). As DCNTs incluem principalmente doenças cardiovasculares, respiratórias, oncológicas, diabetes e outras endocrinopatias e doenças reumáticas. Durante a gestação, essas condições podem se agravar, impactando negativamente a saúde materno-fetal e a qualidade de vida no puerpério. Considerando a elevada carga das DCNTs, especialmente em países de baixa e média renda, torna-se essencial compreender a experiência dessas mulheres no período puerperal. Objetivos: Compreender a perspectiva das mulheres no período puerperal sobre a experiência da gestação concomitante às DCNTs. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo, do qual participaram puérperas atendidas no ambulatório de revisão puerperal do Hospital da Mulher José Aristodemo Pinotti (CAISM). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas individuais em profundidade, guiadas por pergunta norteadora “Como é para você conviver/viver com uma doença crônica não transmissível” e também por um questionário sociodemográfico, obstétrico e clínico. A amostragem foi intencional, encerrada por saturação teórica, as entrevistas foram conduzidas com roteiro de questões abertas, complementadas por diário de campo. Todas as entrevistas foram feitas pela pesquisadora principal em ambiente com privacidade, gravadas e posteriormente transcritas. A análise seguiu a técnica de análise temática. Todos os princípios éticos foram respeitados. Resultados: Foram entrevistadas 23 puérperas com DCNTs. A análise qualitativa resultou em três categorias: 1. Julgamento e culpa relacionados à percepção de falta de autocontrole; 2. Negligência no autocuidado após o término da gestação; e 3. Experiência familiar com a doença e da rede de apoio no pós-parto. Conclusão: O envolvimento das mulheres, suas famílias e redes de apoio na aprendizagem e gestão dos riscos de DCNTs é fundamental para a continuidade do cuidado durante o período pós-parto. Há uma evidente necessidade de estratégias de acompanhamento longitudinal, incluindo ações educativas e apoio multidisciplinar adaptados às especificidades desse período, promovendo o autocuidado, a responsabilidade compartilhada e a prevenção de complicações. Além disso, a integração dos serviços de saúde pode contribuir para um cuidado mais eficiente, reduzindo vulnerabilidades e promovendo melhores resultados.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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