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Qualificações e defesas - Detalhes


PERFIL DA TEMPERATURA CORPORAL MATERNA COMO MARCADOR FISIOLÓGICO PARA PREDIÇÃO PRECOCE DO PARTO PREMATURO


Candidato(a): Valter Lacerda de Andrade Junior
Orientador(a): Rodolfo De Carvalho Pacagnella

Apresentação de Defesa

Curso: Tocoginecologia
Local: CAISM - Anfiteatro Kazue Panetta
Data: 28/08/2026 - 09:30
Banca avaliadora
Titulares
Rodolfo De Carvalho Pacagnella
Conrado Milani Coutinho
Leonardo Tomazeli Duarte
Luiz Francisco Cintra Baccaro
Adriano José Pereira
Suplentes
Marcelo Santucci França
Benilton de Sá Carvalho
Marcelo Luís Nomura

Resumo



Introdução: O parto prematuro permanece como um importante problema de saúde pública, associado a elevada morbidade e mortalidade neonatal. Globalmente, estima-se que entre 10% e 11% das gestações resultem em nascimento antes de 37 semanas. Apesar de avanços na assistência obstétrica, a capacidade de identificar precocemente gestações em risco tem potencial de ser aprimorada. Em parte, isso se deve ao fato de que os processos fisiológicos envolvidos na gestação são dinâmicos, enquanto a maior parte dos marcadores clínicos disponíveis baseia-se em medidas pontuais. Nesse contexto, o monitoramento contínuo da temperatura corporal materna por dispositivos vestíveis surge como uma alternativa para capturar, de forma longitudinal, padrões fisiológicos potencialmente associados a desfechos adversos. Objetivo: Investigar o comportamento da temperatura corporal materna ao longo da gestação e avaliar seu potencial como marcador fisiológico para a predição precoce do parto prematuro espontâneo. Métodos: Estudo conduzido em uma coorte multicêntrica de gestantes nulíparas de baixo risco, acompanhadas desde o segundo trimestre até o parto. A temperatura corporal foi monitorada continuamente por actigrafia de punho. Foi desenvolvido um pipeline analítico reprodutível para processamento, padronização e controle de qualidade dos dados, permitindo a análise de mais de 4,1 milhões de observações. Foram avaliadas métricas de tendência central e de variabilidade térmica, incluindo desvio-padrão, coeficiente de variação e intervalo interquartil, além de padrões circadianos e segmentação por períodos gestacionais. Modelos preditivos supervisionados foram aplicados para estimar o risco de parto prematuro espontâneo, com posterior análise de desempenho e interpretabilidade. Resultados: A temperatura média materna manteve-se relativamente estável ao longo da gestação, sem diferenças relevantes entre os grupos. Em contraste, métricas de variabilidade térmica apresentaram maior capacidade de discriminar gestações a termo e prematuras. Observou-se que a temperatura corporal materna permaneceu consistentemente superior à temperatura ambiental, sugerindo a existência de um gradiente térmico regulado e um acoplamento parcial entre ambiente e fisiologia materna. Nos modelos preditivos, variáveis relacionadas à variabilidade térmica, organização circadiana e evolução temporal ao longo da gestação contribuíram para a estratificação de risco. Conclusão: A temperatura corporal materna, quando analisada de forma contínua e dinâmica, oferece informações relevantes que não são capturadas por medidas pontuais. Em particular, métricas de variabilidade e organização temporal parecem refletir aspectos importantes da regulação fisiológica durante a gestação. Os achados reforçam o potencial do uso de biomarcadores digitais no monitoramento materno e na identificação precoce de gestações em risco de parto prematuro.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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