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Qualificações e defesas - Detalhes


JUSTIÇA REPRODUTIVA DE MULHERES BRASILEIRAS E MIGRANTES NO BRASIL: INIQUIDADES NOS DIREITOS E NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA


Candidato(a): Miriam Alejandra Camas Castillo
Orientador(a): Jose Guilherme Cecatti

Apresentação de Defesa

Curso: Tocoginecologia
Local: Anfiteatro da Comissão de Pós-graduação da FCM
Data: 10/09/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Jose Guilherme Cecatti
Carla Betina Andreucci Polido
Jose Paulo De Siqueira Guida
Gabriela Pravatta Rezende Antoniassi
Suzanne Jacob Serruya
Suplentes
Ana Lúcia Ribeiro Valadares
Luiz Francisco Cintra Baccaro
Ricardo Porto Tedesco

Resumo



Introdução: A justiça reprodutiva inclui a possibilidade do exercício dos direitos sexuais e reprodutivos num contexto de autonomia e liberdade. No entanto, devido ao contexto social, econômico e político vigente no Brasil, alguns grupos de pessoas, particularmente mulheres não brancas e migrantes, enfrentam maiores dificuldades para o exercício desses direitos, afetando negativamente a sua saúde sexual e reprodutiva e as suas condições de vida, violentando os seus direitos humanos. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi descrever e avaliar as experiências de mulheres brasileiras e migrantes, residentes no estado de São Paulo, no exercício dos seus direitos sexuais e reprodutivos. Materiais e métodos: Para atingir os objetivos, foram desenvolvidas duas pesquisas, uma quantitativa entre mulheres brasileiras (na forma de inquérito com uma amostra de 535 participantes) e uma qualitativa entre mulheres migrantes (com uma amostra de 10 participantes), ambos grupos residentes no estado de São Paulo. No caso do primeiro estudo, como parte das análises descritivas foram realizadas tabelas de frequências absolutas (n) e relativas (%), e foram realizados testes de Qui Quadrado (X2) ou teste exato de Fisher, assim como teste de Wilcoxon para as variáveis numéricas. Para estabelecer os fatores associados à pobreza menstrual, foram ajustados modelos de regressão de Cox (bivariados e multivariados). As magnitudes das associações foram reportadas como razões de chance (OR) com seus respectivos intervalos de confiança a 95%, e o nível de significância adotado para os testes de hipótese foi de 5%. Para o estudo qualitativo foi utilizada a análise de conteúdo temática desde uma perspectiva de justiça reprodutiva. Resultados: No caso das mulheres brasileiras, altas proporções com baixa escolaridade (69,4%) e com dificuldades económicas (82,5%) reportaram a falta de insumos necessários para a sua higiene menstrual. Mulheres com maior paridade ou com dificuldades económicas reportaram não ter condições adequadas para realizar a sua higiene menstrual nas suas casas e fora delas (respectivamente). Nessa linha, as mulheres que reportaram pior qualidade de vida (menor escore médio), nos seus diferentes domínios (social, ambiental, de saúde psicológica e de saúde física), tinham maiores chances de padecer pobreza menstrual. E, no caso das mulheres migrantes, nossos resultados da pesquisa qualitativa mostraram que, ao residir no estado de São Paulo, elas têm encontrado dificuldades económicas, exploração laboral, barreiras no acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, e maior investimento do seu tempo no trabalho do cuidado (principalmente dos seus filhos). Conclusões: Muitas mulheres brasileiras por suas características sociodemográficas e reprodutivas padecem iniquidades no gerenciamento da sua higiene menstrual e são atingidas por situações de pobreza menstrual. Por sua vez, as mulheres migrantes sofrem condições precárias de vida, sobreexplotação laboral e algumas barreiras no acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Situações que afetam negativamente o exercício dos seus direitos sexuais e reprodutivos.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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