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Qualificações e defesas - Detalhes


ADIPOSIDADE VISCERAL, MAS NÃO BAIXA MUSCULARIDADE, ESTÁ ASSOCIADA À RESISTÊNCIA À INSULINA EM PACIENTES COM CÂNCER DE RETO


Candidato(a): Fabiana Lascala Juliani
Orientador(a): Jose Barreto Campello Carvalheira

Apresentação de Defesa

Curso: Clínica Médica
Local: Anfiteatro da Pós-Graduação da FCM
Data: 20/08/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Jose Barreto Campello Carvalheira
Lívia Garcia Ferreira
FREDERICO LEAL
Geórgia das Graças Pena
Celso Dario Ramos
Suplentes
Maria del Pilar Estevez Diz
Fernanda Maris Peria
Barbara Juarez Amorim

Resumo



INTRODUÇÃO: A resistência à insulina (RI) é uma alteração metabólica frequentemente observada em pacientes com câncer, porém os mecanismos envolvidos em sua ocorrência permanecem incompletamente compreendidos. Embora alterações da composição corporal, como adiposidade visceral e baixa muscularidade, tenham sido associadas à RI, a contribuição relativa desses compartimentos ainda é incerta. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a sensibilidade à insulina e sua associação com a composição corporal em pacientes com câncer de reto. METODOLOGIA: Estudo observacional transversal com coleta prospectiva de dados, realizado com pacientes adultos portadores de câncer de reto acompanhados no Hospital de Clínicas da UNICAMP. A composição corporal foi avaliada por tomografia computadorizada e antropometria. A sensibilidade à insulina foi determinada por meio do clamp euglicêmico hiperinsulinêmico. Adicionalmente, foram avaliados a captação de glicose pelo 18F-FDG-PET/CT, a força de preensão palmar, parâmetros laboratoriais, índices inflamatórios e o perfil metabolômico sérico. RESULTADOS: Foram incluídos 39 pacientes. A baixa muscularidade associou-se a menor circunferência da panturrilha, menor força de preensão palmar e maior frequência de caquexia. Entretanto, pacientes com baixa muscularidade apresentaram sensibilidade à insulina preservada, evidenciada por maiores valores de M-TBW e M-FFM. Em contraste, a obesidade visceral esteve associada à hiperinsulinemia, maiores concentrações de leptina, níveis mais elevados de proteína C reativa e razão PCR/albumina, além de maior resistência à insulina avaliada tanto por M-TBW quanto por M-FFM. Maior área de tecido adiposo visceral associou-se a menor sensibilidade à insulina, enquanto maior atenuação do tecido adiposo visceral associou-se a maior sensibilidade insulínica. A análise metabolômica não identificou assinaturas metabólicas globais capazes de discriminar indivíduos sensíveis e resistentes à insulina. CONCLUSÃO: Em pacientes com câncer de reto, a obesidade visceral esteve associada à maior resistência à insulina, hiperinsulinemia e inflamação sistêmica, enquanto a baixa muscularidade não se associou à redução da sensibilidade insulínica. Esses achados sugerem que a resistência à insulina nessa população está mais relacionada à adiposidade visceral do que à perda de massa muscular. Além disso, são compatíveis com a hipótese de particionamento energético, na qual a mobilização de substratos a partir do tecido adiposo contribui para a preservação relativa da sensibilidade à insulina no músculo esquelético.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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