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Qualificações e defesas - Detalhes


EFEITO DA ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA PERIFÉRICA REPETITIVA NO CONTROLE DA DOR PÓS-OPERATÓRIA DAS CIRURGIAS DO PÉ E TORNOZELO:

Ensaio clínico, controlado e randomizado


Candidato(a): Eli Ávila Souza Júnior
Orientador(a): Alberto Cliquet Junior

Apresentação de Defesa

Curso: Ciências da Cirurgia
Local: Integralmente à Distância
Data: 20/08/2026 - 14:00
Banca avaliadora
Titulares
Alberto Cliquet Junior
Gustavo Pacheco Martins Ferreira
Guilherme Grisi Mouraria
Tiago Soares Baumfeld
Rodrigo Goncalves Pagnano
Suplentes
Simone Botelho Pereira
Roberto Zambelli de Almeida Pinto
Túlio Vinícius de Oliveira Campos

Resumo



Introdução: A dor pós-operatória é um dos principais desafios no manejo clínico, podendo comprometer a recuperação funcional, aumentar o tempo de internação e reduzir a qualidade de vida do paciente. Em cirurgias ortopédicas, especialmente as de pé e tornozelo, a incidência de dor é ainda maior, exigindo abordagens analgésicas eficazes e multimodais. Nesse contexto, a estimulação magnética periférica repetitiva (EMPr, do inglês rPMS) vem sendo considerada uma modalidade inovadora e não invasiva no controle da dor. Objetivo: Investigar os efeitos do tratamento com EMPr no controle da dor após cirurgias no pé e tornozelo. Classificar a dor no pós-operatório de cirurgias do pé e tornozelo através do escore Douleur Neuropathique 4 (DN4) e correlacionar com as diferentes áreas anatômicas do pé e tornozelo; verificar se a EMPr altera a percepção analgésica na Escala Visual Analógica (EVA), no Inventário Breve de Dor (IBD) e na escala da American Orthopedic Foot And Ankle society Score (AOFAS). Métodos: Ensaio clínico controlado e randomizado realizado na Santa Casa de Alfenas e Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Um total de 67 pacientes pós-operados de cirurgias de pé e tornozelo foram randomizados em 2 grupos: grupo controle (GC), que recebeu estimulação placebo e grupo experimental (GE), que recebeu EMPr aplicada por 10 minutos com protocolo de estimulação intermitente, composto por 10 ciclos de 5 segundos a uma frequência de 100 Hz, seguida de 55 segundos de descanso, com mínimo de intensidade de 20% até a intensidade máxima. A estimulação foi recebida por 5 dias seguidos no pós-operatório imediato. Os escores EVA, IBD e AOFAS foram aplicados nos dias D0, D5, D14, D30 e D90. Para análise estatística dos dados foram utilizados os Testes de Kruskal-Wallis, Teste de Mann-Whitney, Teste de Friedman, Teste de Wilcoxon, Correlação de Spearman, Intervalo de Confiança para a Média e p-valor. Resultados: Foram avaliados 67 pacientes. O grupo que recebeu EMPr apresentou melhora significativa nos escores de EVA, IBD e AOFAS, além de predominância de dor nociceptiva no DN4. Comparado ao grupo controle, observou-se redução na intensidade dolorosa, e menor consumo de opioides no pós-operatório. Conclusão: A EMPr contribui para o controle e redução da percepção da dor no pós-operatório de cirurgias do pé e tornozelo. Embora haja muitos estudos voltados para otimizar o manejo da dor pós-operatória nas cirurgias do pé e tornozelo, a EMPr pode ser considerada, dentro do conceito de analgesia multimodal, uma alternativa eficaz, indolor, não invasiva, mas ainda com escassez de evidências e recomendações sobre os parâmetros de aplicação.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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