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Qualificações e defesas - Detalhes


COMPETÊNCIAS NA COMUNICAÇÃO E O FALAR EM PÚBLICO DE TRABALHADORES DO MUNDO CORPORATIVO


Candidato(a): Layres Severo Silva
Orientador(a): Ana Carolina Constantini

Apresentação de Defesa

Curso: Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação
Local: Anfiteatro da Pós-Graduação
Data: 24/08/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Ana Carolina Constantini
Leslie Piccolotto Ferreira
Priscila Oliveira Costa Silva
Suplentes
Vanessa Veis Ribeiro
Ariane Damasceno Pellicani

Resumo



INTRODUÇÃO: A comunicação constitui uma competência essencial para o desempenho profissional no ambiente corporativo, uma vez que essa habilidade permeia os processos de liderança, trabalho em equipe, tomada de decisão e relações interpessoais. Embora a literatura aponte a relevância da voz, das habilidades comunicativas e do falar em público para o sucesso profissional, esses aspectos frequentemente são investigados de forma isolada e suas relações ainda são pouco explorados dentro do próprio campo de pesquisa da Fonoaudiologia. OBJETIVO: Analisar as competências na comunicação e o falar em público de trabalhadores do mundo corporativo, investigando fatores associados e variáveis preditoras desses desfechos relacionados a aspectos vocais, sociodemográficos e do perfil profissional. MÉTODO: Estudo quantitativo, descritivo e transversal, aprovado pelo CEP (nº 7.018.184), realizado com 93 trabalhadores de organizações corporativas do estado de São Paulo, com idades entre 21 e 60 anos. A coleta foi realizada por meio de formulário eletrônico contendo informações sociodemográficas, profissionais e vocais, além da aplicação de três instrumentos: IRD-Br (duas questões), TACCom (19 questões, sendo 9 de fala e 10 de escuta) e SSPS (10 afirmações, 5 positivas e 5 negativas). Realizou-se análise descritiva, correlações de Spearman e regressão linear múltipla. RESULTADOS: A amostra foi composta majoritariamente por trabalhadores de empresas privadas (81,7%), de grande porte (78,5%), com idade entre 31 e 40 anos (38,7%) e com mais de 10 anos de atuação no mundo corporativo (53,8%). A regressão múltipla mostrou que os escores de fala e escuta do TACCom explicaram 28% da variância da SSPS total (R=0,53; R²=0,28; p<0,001), com maior peso da escuta (β=1,74; p<0,001). A frequência de treinamentos (β=1,11; p=0,014) e o aprimoramento comunicativo (β=1,29; p=0,023) foram preditores positivos das competências na comunicação, enquanto treinamentos pontuais apresentaram efeito negativo (β=-2,51; p=0,019). Disfonia foi preditora negativa para o escore de escuta (β=-1,63; p=0,027), e rouquidão associou-se à piores escores de autoavaliação ao falar em público (β=-5,7; p=0,030). Foram identificadas 44 correlações moderadas a grandes entre variáveis sociodemográficas, ocupacionais, vocais e comunicativas. O gênero correlacionou-se com o item 10 do TACCom (ρ=0,294; p=0,0042), enquanto a faixa etária correlacionou-se com o setor de atuação (ρ=0,364; p=0,0003). No eixo treinamento e aprimoramento comunicativo, a frequência de treinamentos correlacionou-se com treinamento e atualização profissional (ρ=0,418; p<0,0001), satisfação com a carreira (ρ=0,408; p=0,0001) e item 18 do TACCom (ρ=0,386; p=0,0001). O aprimoramento comunicativo correlacionou-se com o item 19 (ρ=0,241; p=0,0199) e com o escore de escuta do TACCom (ρ=0,266; p=0,0100). Quanto aos aspectos vocais, o IRD-Br1 correlacionou-se com o tempo de atuação profissional (ρ=0,279; p=0,0067) e negativamente com os itens 1 (ρ=-0,283; p=0,0061) e 2 do TACCom (ρ=-0,265; p=0,0103), enquanto o IRD-Br2 correlacionou-se com o porte da empresa (ρ=0,269; p=0,0090) e com o item 10 da SSPS (ρ=-0,278; p=0,0069). Houve também 78 correlações entre os escores do TACCom e da SSPS, das quais 67 foram moderadas e 11 grandes. As associações de maior magnitude concentraram-se nos escores globais e nos subitens relacionados à escuta, destacando-se as correlações entre o escore de escuta do TACCom e a SSPS total (ρ=0,405; p<0,0001) e o item SSPS10 (ρ=0,453; p<0,0001), bem como entre o escore total do TACCom e o item SSPS2 (ρ=-0,549; p<0,0001). CONCLUSÃO: Observou-se relação entre a autoavaliação das competências na comunicação e a do falar em público nesta amostra, evidenciada pelas correlações entre os instrumentos estudados e as variáveis sociodemográficas, ocupacionais e vocais. A frequência elevada de treinamentos e o aprimoramento comunicativo associaram-se a melhores competências na comunicação e a maior satisfação com a carreira. Além disso, os escores de fala e escuta do TACCom explicaram a variância da SSPS, com destaque para a escuta, indicando a importância dessa habilidade em ações de desenvolvimento comunicativo no contexto corporativo. Escores positivos no IRD-Br associaram-se negativamente às competências na comunicação e ao falar em público, indicando o impacto da voz nessas habilidades.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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