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Qualificações e defesas - Detalhes


CICLOFOTOCOAGULAÇÃO TRANSESCLERAL MICROPULSO VERSUS COAGULAÇÃO LENTA EM GLAUCOMA REFRATÁRIO: UM ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO


Candidato(a): César Rodrigues de Lima Neto
Orientador(a): Vital Paulino Costa

Apresentação de Defesa

Curso: Ciências Médicas
Local: Anfiteatro do Ambulatório de Oftalmologia do Hospital das Clínicas
Data: 24/08/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Vital Paulino Costa
Monica De Cassia Alves
Tiago dos Santos Prata
Jayter Silva de Paula
Ricardo Yuji Abe
Suplentes
Alberto Diniz Filho
Pedro Carlos Carricondo
Carolina Pelegrini Barbosa Gracitelli

Resumo



Objetivos: Comparar a eficácia e a segurança da Ciclofotocoagulação Transescleral Micropulso (CFC-MP) e da Ciclofotocoagulação Transescleral Coagulação Lenta (CFC-CL) em pacientes com glaucoma refratário.

Materiais e Métodos: Este foi um ensaio clínico randomizado, paralelo, duplo-mascarado, unicêntrico, que incluiu 80 olhos de 80 pacientes com glaucoma refratário. Os participantes foram alocados aleatoriamente (1:1) para CFC-MP ou CFC-CL. A Ciclofotocoagulação Micropulso foi realizada com laser de Diodo de 810 nm, através da sonda MicroPulse P3 (Iridex Corp., Mountain View, CA, EUA) acoplada ao equipamento Fast Pulse X Range Opto Retina & Glaucoma Laser (São Carlos, SP, Brasil), com potência de 2W por 320 segundos (160 s por hemisfério) e ciclo de trabalho de 31,3%. A Coagulação Lenta foi realizada com laser contínuo de diodo de 810 nm através da sonda G-Probe (Iridex Corp., Mountain View, CA, EUA) acoplada ao equipamento Fast Pulse X Range Opto Retina & Glaucoma Laser (São Carlos, SP, Brasil), com potência entre 1,25 e 1,5W e aplicações de 4 segundos por ponto, em três quadrantes (6 a 7 aplicações por quadrante). Pacientes e examinador permaneceram mascarados quanto ao procedimento realizado. O desfecho primário foi a redução média da pressão intraocular (PIO) em relação à PIO basal. Desfechos secundários incluíram redução no número de medicações hipotensoras, taxas de sucesso completo e qualificado (definidos como redução ≥20% da PIO basal e PIO final entre 6 e 18 mmHg, sem ou com medicação, respectivamente) e incidência de complicações pós-operatórias. Análise multivariada foi realizada para identificar fatores associados à falência cirúrgica.

Resultados: Após 12 meses, a CFC-MP reduziu a PIO de 31,5 ± 9,2 para 15,0 ± 8,7 mmHg (p < 0,001), enquanto a CFC-CL reduziu de 32,9 ± 9,0 para 12,6 ± 7,3 mmHg (p < 0,001), sem diferença estatisticamente significativa na PIO média final entre os grupos (p= 0,12). A redução média da PIO foi significativamente maior no grupo CFC-CL (20,3 ± 10,2 mmHg; 61% de redução) em comparação ao grupo CFC-MP (16,5 ± 11,7 mmHg; 52% de redução) (p = 0,03). O sucesso completo foi alcançado em 29,7% dos pacientes no grupo CFC-MP e em 33,3% no grupo CFC-CL (p = 0,64), enquanto o sucesso qualificado ocorreu em 70,3% e 66,6%, respectivamente (p = 0,71). Complicações foram mais frequentes no grupo CFC-CL (58,9%) em comparação ao grupo CFC-MP (35,1%) (p = 0,02). Hipotonia ocorreu em 20% dos casos no grupo CFC-CL e em nenhum caso no grupo CFC-MP (p < 0,005). Perda de acuidade visual foi observada em 32,5%(CFC-CL) e 17,5%(CFC-MP) dos olhos (p = 0,494), e phthisis bulbi ocorreu em 5,1% dos casos submetidos à CFC-CL e em nenhum dos casos submetidos à CFC-MP (p = 0,494). Em análise multivariada, PIO pré-operatória >30 mmHg (HR = 2,269; IC95%: 1,014–5,077; p = 0,046) e PIO >15 mmHg no 30º dia pós-operatório (HR = 2,477; IC95%: 1,106–5,548; p = 0,027) foram preditores independentes de falência cirúrgica.

Conclusões: Ambas as técnicas foram eficazes na redução da PIO em pacientes com glaucoma refratário. A CFC-CL promoveu maior redução média da PIO, porém esteve associada a maior incidência de complicações

Faculdade de Ciências Médicas
Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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