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Qualificações e defesas - Detalhes


EXPRESSÃO IMUNO-HISTOQUÍMICA DOS MARCADORES PTEN, HER2 E KRAS COMO FATOR PROGNÓSTICO EM CARCINOMAS ENDOMETRIAIS


Candidato(a): Solange Peron Bueno Angela
Orientador(a): Julio Cesar Teixeira

Apresentação de Defesa

Curso: Tocoginecologia
Local: Anfiteatro da Pós-Graduação
Data: 19/02/2026 - 13:30
Banca avaliadora
Titulares
Julio Cesar Teixeira
Agnaldo Lopes da Silva Filho
Diama Bhadra Andrade Peixoto Do Vale
Ricardo dos Reis
Maria Carolina Szymanski de Toledo
Suplentes
Ana Carolina Marchesini de Camargo
Leonardo Roberto da Silva
Armando Antunes Júnior

Resumo



Introdução: O carcinoma de endométrio é prevalente e apresenta diversidade histológica e prognóstica, mesmo para histologias e estádios semelhantes, com 25% de prognósticos ruim, sem correlação com fatores prognósticos clínico patológicos. Estudos com marcadores moleculares têm demonstrado subgrupos com prognósticos distintos e novos perfis moleculares poderão refinar o estadiamento e personalizar o tratamento destes carcinomas. Objetivos: Avaliar o padrão de expressão imuno-histoquímica (IHQ) dos biomarcadores PTEN, HER2 e KRAS em carcinomas endometriais e associá-los a características clínicas, histopatológicas, resposta terapêutica, recorrência e sobrevida. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte com 145 casos atendidos na UNICAMP entre 2008 e 2016 e acompanhadas até 2024. Foram coletadas informações clínico patológicas e os blocos de tecido tumoral em parafina foram revisados e separados para montagem de blocos de Tissue microarray (TMA) para as reações IHQ. Foi avaliada, exploratoriamente, a expressão IHQ da proteína relacionada ao gene KRAS e das proteínas relacionadas aos genes PTEN e HER2 na discriminação de casos de pior prognóstico, tendo como referência, a proteína p53 e as enzimas de reparo de DNA (Mismatch repair – “MMR”: PMS2, MSH6, MLH1 e MSH2). As reações IHQ foram automatizadas e as lâminas foram digitalizadas para leitura semiautomatizada, com contagens de células reagentes e graduação de intensidade utilizando o software QuPath. Foram utilizados cutoffs de expressão já estabelecidos ou definidos exploratoriamente por curva ROC. A análise estatística comparou as marcações IHQ considerando variáveis clínico patológicas e desfechos terapêuticos, com análises de sobrevida e regressão, e p<0,05 para significância. Resultados: Apresentados em dois artigos. No primeiro artigo, a expressão citoplasmática de KRAS foi observada em 77% (104/135), predominando em carcinomas endometrioides. A perda de expressão KRAS associou-se a pior intervalo livre de doença (ILD; 55% vs. 84%; p=0,005) e menor sobrevida câncer-específica aos 60 meses (SVca; 49% vs. 76%; p=0,001), confirmado pela regressão de Cox com Hazard ratio (HR)=0,47 (IC95% 0,25–0,90; p=0,022). No segundo artigo, a expressão de PTEN foi observada em 83% dos tumores e a perda de expressão de PTEN se associou com maior risco de recidiva em tumores de baixo grau e a redução da SVca (p=0,009). A superexpressão de HER2 (2+ ou 3+) ocorreu em 11% dos casos, principalmente em carcinomas de alto grau (p=0,083) e foi associada a menor SVca (p=0,009). A análise combinada com p53 e MMR revelou que tumores com expressão anormal de p53, ou perda de PTEN ou superexpressão de HER2 se associaram com pior SVca (p=0,025) e risco 2,6 vezes maior de morte por câncer (p<0,01). A deficiência de MMR não mostrou associação com prognóstico. Conclusão: A perda de expressão IHQ para KRAS ocorreu em um quarto dos casos e se associou com prognóstico em carcinomas de endométrio, com maior risco de recidivas e menor SVca. A integração de PTEN e HER2 ao painel de IHC p53-MMR refinou a estratificação de risco molecular no carcinoma endometrial. Esses marcadores identificaram fenótipos adicionais de pior prognósticos entre os tumores sem perfil molecular específico e podem ser uma alternativa adicional na avaliação prognóstica do câncer de endométrio.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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