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Qualificações e defesas - Detalhes


COMPROMETIMENTO DE NERVOS CRANIANOS NA DOENÇA DE CHARCOT-MARIE-TOOTH 1A: AVALIAÇÃO CLÍNICA E DE NEUROIMAGEM QUANTITATIVA


Candidato(a): Rosana Carandina Maffeis
Orientador(a): Marcondes Cavalcante Franca Junior

Apresentação de Defesa

Curso: Ciências Médicas
Local: Anfiteatro da Pós-Graduação/FCM
Data: 22/06/2026 - 14:00
Banca avaliadora
Titulares
Marcondes Cavalcante Franca Junior
Pedro José Tomaselli
Anamarli Nucci
Eduardo Boiteux Uchôa Cavalcanti
Alberto Rolim Muro Martinez
Suplentes
Cleonisio Leite Rodrigues
Melina Pazian Martins
Ingrid Faber de Vasconcellos

Resumo



Introdução: A doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 1A (CMT1A), a mais prevalente neuropatia hereditária, resulta da duplicação do gene PMP22, levando a um processo crônico de desmielinização-remielinização. Embora as pesquisas geralmente foquem no envolvimento dos nervos espinhais, os nervos cranianos raramente são avaliados de forma sistemática nesta enfermidade.

Objetivo: Avaliar o envolvimento dos nervos cranianos em pacientes com neuropatias associadas ao gene PMP22, primariamente CMT1A, em comparação com controles saudáveis e pacientes com Neuropatia Hereditária com Suscetibilidade a Paralisias por Pressão (HNPP).

Métodos: Este estudo transversal incluiu 18 pacientes com CMT1A, 18 controles saudáveis e 6 pacientes com HNPP. As avaliações compreenderam o exame clínico dos nervos cranianos e Ressonância Magnética (RM) de 3-Tesla, utilizando sequência balanced Fast Field Echo (bFFE) para medir a espessura dos nervos trigêmeo, facial e vestibulococlear. As análises foram realizadas por ANOVA de uma via, seguida pelo teste post-hoc de Tukey. A associação entre variáveis clínico-demográficas e de imagem foi avaliada utilizando o coeficiente de correlação rho de Spearman.

Resultados: Os exames clínicos foram, em grande parte, sem alterações, exceto por hipoacusia em 16,7% dos casos de CMT1A. A RM de 3-Tesla demonstrou espessamento significativo do nervo trigêmeo na CMT1A (espessura máxima média: 4,33 mm) em comparação tanto aos controles ( 3,31 mm; p < 0,001) quanto ao grupo HNPP (3,58 mm; p = 0,0037). Não foram observadas diferenças significativas na espessura dos nervos facial e vestibulococlear. A espessura do nervo trigêmeo não se correlacionou com a duração ou a gravidade da doença nos pacientes com CMT1A.

Conclusão: Os nervos cranianos são afetados em pacientes com CMT1A, em geral de forma subclínica. O espessamento trigeminal é uma característica distinta da CMT1A, representando uma clara dissociação clínico-radiológica e um potencial biomarcador de imagem com utilidade diagnóstica.

Faculdade de Ciências Médicas
Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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