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Qualificações e defesas - Detalhes


SULFATO DE MAGNÉSIO POR 24 OU 12 HORAS EM PUÉRPERAS COM PRÉ-ECLÂMPSIA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO


Candidato(a): Maria Laura Alves de Melo Silva
Orientador(a): Jose Paulo De Siqueira Guida

Apresentação de Defesa

Curso: Tocoginecologia
Local: Anfiteatro Kazue Panetta - DTG
Data: 30/03/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Jose Paulo De Siqueira Guida
Jose Guilherme Cecatti
Henri Augusto Korkes
Suplentes
Rafaela Alkmin da Costa
Helaine Maria Bestetti Pires M. Milanez

Resumo



INTRODUÇÃO: O sulfato de magnésio (MgSO4) é o medicamento mais eficaz para o tratamento da eclâmpsia em mulheres com pré-eclâmpsia com sinais de gravidade, bem como para sua prevenção em mulheres com sinais de iminência de eclâmpsia; no entanto, a duração ideal do tratamento pós-parto para evitar a recorrência da eclâmpsia ou dos sinais de iminência permanece incerta. OBJETIVO: Este estudo visa avaliar se um regime de MgSO4 pós-parto de 12 horas não é inferior ao regime padrão de 24 horas em mulheres com pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. MÉTODOS: Este foi um ensaio clínico controlado, unicêntrico, aleatorizado, não cego, conduzido em um hospital terciário no Brasil. A intervenção envolveu o uso de MgSO4 por 12 horas após o parto, em comparação ao regime padrão de 24 horas. Foram incluídas mulheres com pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. As mulheres foram aleatoriamente designadas para cada grupo entre Agosto de 2024 e Julho de 2025. O desfecho primário foi a necessidade de novo uso de MgSO4 no pós-parto, devido à recorrência dos sintomas ou a um pico de pressão arterial nos primeiros dez dias após o parto. Os desfechos secundários incluíram complicações maternas (eclâmpsia, síndrome HELLP, admissão na unidade de terapia intensiva - UTI), desfechos da gravidez (idade gestacional ao nascer, parto prematuro, cesárea) e desfechos neonatais (peso ao nascer, escores de Apgar, admissão na UTI neonatal). As variáveis categóricas foram apresentadas como frequências e porcentagens, e comparadas por meio dos testes χ² ou exato de Fisher. Em contraste, as variáveis contínuas foram apresentadas como médias e desvios-padrão e comparadas pelo teste t de Student. Um valor de p <0,05 foi considerado significativo. RESULTADOS: 79 mulheres foram incluídas neste estudo (40 no grupo de 12 horas e 39 no grupo de 24 horas). As características sociodemográficas das mulheres em ambos os grupos foram semelhantes. O desfecho primário, isto é, a taxa de reuso de MgSO4 no pós-parto, foi semelhante em ambos os grupos (4 no grupo de 12 horas versus 9 no grupo de 24 horas, 10,0 vs 23,1 , p=0,206). Após a inclusão, não houve casos de síndrome HELLP ou eclâmpsia no grupo de 12 horas, e apenas um caso de eclâmpsia no grupo de 24 horas. A hemorragia pós-parto foi a complicação materna mais frequente (20,0 no grupo de 12 horas versus 15,4 no grupo de 24 horas, p=0,808). A admissão materna em UTI no pós-parto foi similar em ambos os grupos. Não foram encontradas diferenças significativas em relação ao peso ao nascer, escores de Apgar ou internações na UTI neonatal. A frequência de prematuridade foi similar entre os grupos (70,0 no grupo de 12 horas e 82,0 no grupo de 24 horas, p=0,322). CONCLUSÃO: O regime de MgSO4 de 12 horas apresentou a mesma frequência de desfecho primário que o padrão de 24 horas, reforçando sua segurança e sua potencial utilidade na otimização dos cuidados pós-parto, especialmente em ambientes com recursos limitados.

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Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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