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Qualificações e defesas - Detalhes


REVISÃO HISTOLÓGICA E AVALIAÇÃO DA EXPRESSÃO DA PROTEÍNA MLH1 NAS LESÕES SÉSSEIS SERRILHADAS DO CÓLON PROXIMAL.


Candidato(a): Priscilla de Sene Portel Oliveira
Orientador(a): Claudio Saddy Rodrigues Coy

Apresentação de Defesa

Curso: Ciências da Cirurgia
Local: Sala da Congregação da FCM
Data: 19/03/2026 - 09:00
Banca avaliadora
Titulares
Claudio Saddy Rodrigues Coy
Luiz Henrique Cury Saad
Nelson Adami Andreollo
Caio Sergio Rizkallah Nahas
Maria De Lourdes Setsuko Ayrizono
Suplentes
Carlos Walter Sobrado Junior
Elaine Cristina De Ataide
Isaac José Felippe Corrêa Neto

Resumo



Introdução: Os adenomas deixaram de ser considerados como as únicas lesões precursoras do adenocarcinoma colorretal após terem sido identificados a partir da década de 90 outros tipos de pólipos, as lesões serrilhadas. Mudanças na nomenclatura e nos critérios para o diagnóstico histológico destas lesões ocorreram ao longo dos anos sendo que as últimas orientações foram publicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019. Um subtipo destas lesões, as lesões sésseis serrilhadas, de possível confusão diagnóstica com os pólipos hiperplásicos, quando evoluem para o adenocarcinoma, o fazem via diferente dos adenomas. Na sua evolução, uma das alterações histológicas características e que está relacionada a pior prognóstico, é a ausência da expressão da proteína MLH1.

Objetivo: Avaliar a ocorrência de alteração no diagnóstico histológico de pólipo hiperplásico, antes de 2019, com o emprego dos critérios histológicos preconizados pela OMS a partir deste ano e avaliar a falta de expressão da proteína MLH1 nas lesões sésseis serrilhadas do cólon proximal.

Material e Métodos: Estudo retrospectivo através da revisão histológica de lesões ressecadas por colonoscopias realizadas no Gastrocentro da Universidade Estadual de Campinas, de janeiro de 2005 a dezembro de 2014. Foram incluídas as lesões com diagnóstico histológico de pólipo hiperplásico e lesão séssil serrilhada com e sem displasia. Todos os pólipos hiperplásicos foram revisados por dois patologistas (Examinadores 1 e 2) e um terceiro patologista (Examinador 3) avaliou e definiu o diagnóstico quando resultado divergente entre os outros examinadores. Foi também analisada a concordância interobservador. Após essas revisões, todas as lesões com diagnóstico de lesão séssil serrilhada com e sem displasia foram submetidas a estudo imunoistoquímico para a avaliação da presença ou não da expressão da proteína MLH1 e submetidas a nova revisão em busca de displasia não identificada.

Resultados: Foram incluídos no estudo 251 pacientes com média de idade de 62 anos, sendo 142 (51,3 ) do sexo masculino, totalizando 308 lesões onde 21 tinham diagnóstico inicial de lesão séssil serrilhada e 287 de pólipo hiperplásico. Trinta e oito (13,3 ) pólipos hiperplásicos tiveram seu diagnóstico alterado para lesão séssil serrilhada. Foi observada uma concordância moderada (Kappa 0.52) entre os examinadores 1 e 2, ausência de concordância (Kappa – 0,19) entre os examinadores 1 e 3 e pobre (Kappa 0,13) entre os examinadores 2 e 3. As lesões submetidas ao estudo imunoistoquímico apresentaram a expressão do MLH1 mantida e não houve diagnóstico de displasia após nova revisão.

Conclusão: O total de 13,3 das lesões anteriormente diagnosticadas como pólipos hiperplásicos, com o conhecimento histológico atual, foram consideradas lesões sésseis serrilhadas. Não foi identificada falta de expressão da proteína MLH1 nas lesões sésseis serrilhadas desta casuística.

Faculdade de Ciências Médicas
Universidade Estadual de Campinas

Correspondência:
Rua Vital Brasil, 80, Cidade Universitária, Campinas-SP, CEP: 13.083-888 – Campinas, SP, Brasil
Acesso:
R. Albert Sabin, s/ nº. Cidade Universitária "Zeferino Vaz" CEP: 13083-894. Campinas, SP, Brasil.
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